Comunicação para Líderes

A comunicação pode ser definida como o processo de comunicar uma ação, um comando para gerar um movimento na direção de algo, para que alguma coisa desejada se concretize.

Todo ser humano, mesmo que inconscientemente, está se perguntando o tempo todo, diante das mais diversas situações, se o que se apresenta à sua frente está associada à dor ou ao prazer. A pergunta sucessora dessa primeira questão, busca responder “como” fugir da dor e conseguir o “prazer”.

No final das contas a comunicação busca, justamente, em todas as situações, a fuga da dor e a conquista do prazer em uma situação, ambiente, atividade específica, etc..

Mesmo quando recém nascidos, os seres humanos se comunicam com essa finalidade, quando comunicam sua fome através do choro ou se acalmando quando conseguem colo. Percebam que as mães geralmente conseguem distinguir se o choro do bebê está relacionado à fome, dor, enfim, interpretam o “idioma” do choro dos seus filhos para oferecerem “fuga da dor” e “conquista do prazer”. Na fase adulta, nossa comunicação segue o mesmo caminho, apenas substituindo o choro por palavras e fisiologia (uso do corpo e entonação de voz).

Segundo estudos, na comunicação, cujo maior objetivo é se fazer entender, 7% do êxito está no uso das palavras, 38% na entonação de voz e 55% na utilização do corpo, com gestos, movimentos, olhares, expressões faciais, ou seja, 93% da eficiência na arte de se comunicar está na fisiologia do comunicador.

Por que isso ocorre ?

Isso ocorre porque a comunicação, ao contrário do que a maioria pensa, não é a transferência de informações, mas de emoções.

Eu defino comunicação como a ação de transferir emoções com informações embutidas.

As emoções estão ligadas à imaginação. A imaginação é a ação de produzir imagens na própria mente. Quanto maior a emoção ligada à imagem produzida na sua mente, maior o poder de gravação definitiva dessa informação. Para comprovar o que escrevo, basta você buscar uma lembrança que tenha gerado uma grande emoção para você, percebendo o quanto você consegue se lembrar de detalhes como o lugar onde você estava, o que fazia, com quem fazia, enfim, detalhes que em uma experiência com pouca emoção embutida, seriam apagados facilmente.

Exemplificando:

1 – Tente lembrar de um momento recente, onde houve pouca emoção envolvida. Ex.: o que você almoçou à sete dias ?

2 – Tente lembrar de um momento mais remoto, onde houve muita emoção envolvida: Ex.: “onde você estava quando recebeu a notícia do falecimento do piloto brasileiro Ayrton Senna ?” ou “onde você estava quando teve contato com as imagens dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 ?”.

Perceba que, provavelmente, se lembrar dos detalhes das perguntas sobre eventos com maior carga emocional, mesmo ocorridos há anos ou décadas, são mais fáceis do que se lembrar de algo corriqueiro ocorrido há uma semana.

1 – Comunicação do Líder – EMOÇÃO 

O primeiro passo para que alguém se torne um líder de fato, é a capacidade de vender sua imagem às pessoas à sua volta. A venda da própria imagem está diretamente ligada à capacidade de comunicação de cada um, então a comunicação é a transferência de emoção. Um líder precisa ser alguém dotado da capacidade de emocionar seus liderados.

Vejo muitas pessoas dizerem: “sou um líder extremamente racional…”. Nada mais ilusório do que essa frase. Segundo um dos maiores neurocientistas da atualidade, o português Antônio R. Damásio, “…somos seres emocionais que pensam.”.

Ora, se somos seres emocionais, se a emoção comanda a atitude, que molda o comportamento, que constrói as capacidades, que geram os resultados, que produzem as crenças e que estabelecem a identidade de alguém, um líder nunca poderá ser “extremamente racional”.

Me mostre um grande líder da história, em qualquer área, em qualquer época, e mostrarei discursos e atitudes com forte carga emocional. Vejamos:

Martin Luther King Jr.: Se um homem não descobriu nada pelo qual morreria, não está pronto para viver.”

Mahatma Gandhi: “A força não provém da capacidade física. Provém de uma vontade indomável.”

William Wallace: “Eles podem tirar nossas vidas, mas nunca poderão tirar nossa liberdade.”

Steve Jobs: “Cada sonho que você deixa pra trás, é um pedaço do seu futuro que deixa de existir.”

Perceba que esses nomes que revolucionaram o mundo e comportamentos, tinham em suas palavras e atitudes, uma carga emocional muito forte. O mito por trás de cada um desses nomes está diretamente ligado à capacidade de provocar emoção em seus discursos e atitudes.

2 – Comunicação do Líder – ASSERTIVIDADE

 Outro fator fundamental na comunicação de um líder, está na assertividade do que emite. Nenhuma emoção é transmitida de forma duvidosa. A certeza na comunicação é a certificação da emoção emitida.

Para isso, o líder precisa falar de forma afirmativa. Vejamos:

No lugar de “não quero que vocês temam o futuro”, pode-se afirmar “tenham coragem nas situações que virão”; no lugar de “eu acho que talvez não seja ideal nos omitirmos” por “precisamos deixar claro nossa posição”; no lugar de “eu não creio que com dúvidas sobre nossa capacidade, poderemos chegar onde queremos” por “é com a certeza de que somos capazes, que chegaremos onde merecemos chegar”.

Perceba a carga emocional que uma afirmação impõe à comunicação. Você seguiria um líder sem convicção ?

3 – CUIDADO COM AS GENERALIZAÇÕES E OMISSÕES

Certa vez, assisti a uma entrevista com o ex-árbitro de futebol José Roberto Wright, em que ele dava a seguinte dica aos futuros árbitros: “Nunca tente adivinhar o que o jogador vai fazer…espere a definição do lance para tomar uma atitude…”.

Ao dizer isso, de certa forma ele chamava a atenção para os perigos da generalização nos contatos humanos.

Uma vez que temos o nosso modelo mental, que é a forma como “interpretamos o mundo”, não da forma como ele é, mas como nós somos e como nós estamos e que essa interpretação está embasada nas nossas experiências vividas, tendemos a generalizar com base no que vivemos no passado, todos os fatos da nossa vida.

Isso pode levar à omissão de informações na comunicação, quando temos claramente em nossa mente o que queremos transmitir e, por acidente, nossa mente “fala” mais rápido que nossa boca. Isso causa situações bizarras como: “pegue o troço de coisar o treco, ao lado do negócio”. Para quem fala, por generalização, o “troço”, “coisar”, “treco” e “negócio” estão bem claros, já que as imagens vem à mente espontaneamente, embasadas no que o comunicador já viu anteriormente e resolveu chamar por esses nomes. Já o receptor, caso não peça esclarecimentos, pode imaginar outro “troço”, “coisar”, “treco” e “negócio”, levando à uma distorção enorme entre o que foi solicitado e o que foi entregue. Isso causa muitas falhas na comunicação e problemas de relacionamentos.

A comunicação assertiva e efetiva para gerar resultados é uma responsabilidade de todos os envolvidos nesse processo. Ao receptor que não entendeu a mensagem com clareza, cabe solicitar informações mais específicas. Ao emissor, perguntar da seguinte forma: “entendeu o que eu quis dizer ?”; no caso de uma resposta afirmativa, continuar da seguinte maneira: “para que EU me certifique de que não me esqueci de dizer nada, repita, por favor, o que você entendeu…”; É importante repetir esse processo até o receptor da mensagem reproduzir exatamente o que o emissor quis transmitir, após recapitular pacientemente, a mensagem que se deseja transferir.

Muitas pessoas adquirem a maestria na comunicação em um curso que ministro, chamado POWER COMUNICAÇÃO. A teoria e a prática é colocada em prova em todas as etapas e a gravação de todas as fases de cada aluno durante o curso, permitem conferir, após a conclusão do mesmo, toda a evolução alcançada durante o desenvolvimento da excelência em comunicação.

Continue atento às novidades do nosso blog e compartilhe essa e outras informações fundamentais para que você e as pessoas que você conhece, possam se desenvolver mais e mais, afinal, agregar valor ao próximo é a grande sacada da vida…

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