Você conhece a comunicação cognitiva?

O termo “cognição” está ligado ao processo de aquisição de conhecimento, através do processamento dos estímulos proporcionados pelo ambiente e meios de comunicação, englobando memória, raciocínio, pensamento, percepção, linguagem, etc..

A comunicação, conforme já abordei em outros textos sobre o tema, é a transmissão da emoção com uma informação embutida.
Ao somarmos comunicação e cognição, temos como resultado, a competência fundamental de qualquer orador, ou seja, uma oratória dotada da emoção nas palavras, entonação de voz e uso do corpo, somada à congruência de ideias ao mexer com a imaginação da audiência, proporcionando a melhor assimilação do conteúdo transferido, a comunicação cognitiva.
A seguir, vejamos 3 tópicos que irão ajudá-lo na sua oratória:

1 –  BALÕES MÁGICOS

Se você já leu estórias em quadrinhos, provavelmente vai se lembrar dos balõezinhos que demonstravam conversas e pensamentos.
Os balõezinhos de pensamentos podem ser descritos como uma “nuvenzinha” com três bolinhas ligando esse balãozinho à cabeça do personagem. Esse é o “Balão Mágico” que todos os seres humanos possuem.
Perceba que, na maioria dos segundos que vivemos, ou estamos nos lembrando de algo ou imaginando algo que possa vir a acontecer. Poucas vezes estamos concentrados no “momento presente”. O ser humano é um ser que, literalmente, vive no mundo da imaginação. Estamos quase que em tempo integral, voltados aos nossos balõezinhos de pensamentos, nossos “balões mágicos”.
O bom orador, palestrante, professor, enfim, comunicador, é a aquele que preenche com maior clareza, o conteúdo que a sua audiência possui em seu “balão mágico”. Saber “escrever o texto” que preencherá esse balãozinho é a grande sacada do comunicador. E como isso ocorre com maior eficiência?
Através da emoção. Conforme já abordei em outros textos, é a emoção que leva à gravação de uma informação.
A emoção, mais do que preencher o conteúdo do “balão mágico” das pessoas com palavras, preenche com imagens claras e nítidas.
O orador precisa ser um ator, usando toda a fisiologia para gerar imagens nas mentes da sua plateia, caso contrário, teremos uma oratória monótona, apática e que pouco agregará em termos de informações. Você já assistiu alguma aula ou palestra em que sentiu sono ? Se isso ocorreu, provavelmente você assimilou muito pouco sobre o conteúdo abordado.
No entanto, quando o tom de voz é variável congruentemente com o conteúdo, o corpo é utilizado nas exemplificações do que se quer passar, utilizando expressões faciais, movimentação dos braços, movimentação pelo palco ou sala, desperta-se algo muito forte na mente inconsciente, responsável pela memória de longo prazo: a curiosidade e interesse pelo diferente. É por isso que as metáforas funcionam tão bem. Quer uma prova disso ? Observe os efeitos da oratória de Jesus de Nazaré, ao falar em parábolas. Seria o acaso, a propagação e duração da sua mensagem em boa parte do planeta?
Enfim, a soma da fisiologia e metáforas resulta em uma oratória extraordinária.

2 – PLATÉIA STAFF

 Outra maneira eficiente de transmitir emoção com informação embutida, é a utilização da própria plateia para exemplificar o que se quer explicar.
As minhas palestras, cursos e treinamentos são muito interativas por causa disso. As pessoas se divertem, participam, se envolvem e ficam sempre atentas porque a qualquer momento podem ser convocadas a me auxiliarem nos exemplos que quero passar.
Esse clima de surpresas e atenção mantém a audiência conectada com o orador. A mente inconsciente fica apreensiva e atenta em busca de algo inusitado e engraçado. Funciona muito bem.

3 – TÉCNICAS EMOCIONAIS

Sempre observei, como aluno ou assistindo aulas de colegas e amigos, um enorme foco no conteúdo transmitido apenas por palavras. Isso se reflete em slides com textos extensos onde o orador quase sempre perde muito tempo lendo o que está escrito. Algo muito monótono. Se a plateia souber ler, o slide ou o comunicador poderão ser dispensados.
Uma boa utilização dos slides está ligada ao uso de imagens que deixem explícito aquilo que se quer passar, servindo apenas de guia para o orador.
Com imagens no lugar das palavras, abre-se espaço ao comunicador para que ele use a criatividade e liberdade para promover dinâmicas que levem à melhor compreensão do conteúdo, através de brincadeiras, simulações e outros recursos que acionem o “botão” da emoção e da imaginação.

INOVE COM BOM SENSO

Uma vez que nossa mente inconsciente é atraída pelo diferente, sugiro a inovação na metodologia aplicada, sempre respeitando cada ser humano, evitando o constrangimento acima de tudo e respeitando a decisão de participar ou não, por parte de cada espectador do seu trabalho.
Um grande comunicador busca enriquecer o modelo mental do outro, abrindo espaço para a flexibilidade da audiência, abrindo mão de ser o dono da verdade e evitando entrar em assuntos polêmicos que possam romper a sintonia entre plateia e orador.
Enfim, saber se posicionar respeitando as opiniões alheias.
Continue acompanhando o nosso blog, ampliando as informações do seu “balão mágico” e compartilhando com essas pessoas que vieram no seu “balãozinho” agora, essas informações tão relevantes para elas.

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